quarta-feira, 22 de setembro de 2010


     O RIO DE JANEIRO E AS MUDANÇAS QUE OCORRERAM NO ÍNICIO DO SÉC.XX.
ANTES

      Após a mudança de marcha na economia, a revolução cientifica e tecnológica e o advento da republica, a cidade do Rio de Janeiro não era mais a mesma, as mudanças foram gerais desde o âmbito material quanto no psicológico e cultural. As novidades se instalaram na vida das pessoas sem pedir licença deixando o publico se misturar com o privado.
      A mudança que atingia a capital republica era imensa, o processo urbanístico da metrópole, onde reorganizava as pessoas por sua condição social implantava-se na rotina das pessoas; como os bondes movido a eletricidade que mostrava com clareza as práticas cotidianas dos povos marginais e seus hábitos; fumar no bonde era comum, demonstração que se usa o publico para coisas privadas.
      Além do transporte diferenciado outra novidade que irradiava o Rio de Janeiro, cartão de visitas do país, era o cinema, que penetrava a mente, com sua magia encantadora, pois ali se conhecia o mundo, com a arte viva. O cinema era tão hipnotizador que o mercado de consumo ofertava seus produtos através de propaganda nos cinemas principalmente os das indústrias de cosméticos.
      A mudança cultural que estava acontecendo no Rio de Janeiro foi extraordinária o rádio, teve seu papel importante junto ao cinema. Os quadros pintados, por alguns pintores da época, teve influência do cinema, arte pintada ganha “vida” em meio a tanta modernidade.
      A modernidade trouxe consigo não só o belo, mas a ambição, o centro da metrópole arrivista, era palco da burguesia, enquanto os desfavorecidos subia o morro, vitimas da política publica de regeneração que a metrópole passava, além de serem obrigados a se retirar da metrópole sendo lhes obrigados a se submeter as medidas sanitaristas, viviam em meio a miséria e a segregação.
       “Essa retratação do espaço privado não se dava apenas pela promiscuidade a que a política urbana compelia os grupos carentes, mas sobre tudo pelo modo que os expunha a uma abrupta e ameaçadora autoridade a qualquer hora e a qualquer lugar”. (544)
      A política de regeneração tinha como objetivo transformar a avenida principal do Rio de Janeiro,aos modelos de bolevares franceses, pois a França é quem ditava da moda, não caberia, mas a população de baixo nível circular em meio a uma elite, quem tinha status e posição social garantia um lugar, nas grandes rodas enquanto outros sem nenhuma desses adjetivos sonhavam um dia alcançar tal posição.
      O centro agora era palco de pessoas  querendo diferenciar se uma das outras, com vícios ou hábitos que as tornavam diferentes, cheios de “novos homens” enraizados de individualidades, alguns praticavam esportes outros tomavam banho de mar.
      O Rio de Janeiro foi a porta de entrada para uma nova mentalidade, pois a burguesia se espelhava no estrangeiro enquanto nos morros, surgia uma identidade nacional onde o carnaval o samba a cultura nacional e o futebol caminhava em meio as favelas.
      Com tudo a modernidade trouxe benefícios para toda a população, as novidades com o surgimento da eletricidade a melhora na qualidade de vida, fora em todos os aspectos, foi benéfico para todos, embora não de maneira igual, pois a grande massa populacional sofre os reflexos negativos da modernidade, pois continuou vivendo em situação de desigualdade social, quer dizer luxo riqueza no centro e favelas na periferia. 
DEPOIS

            
Bíbliografia
SVCENCKO. NICOLAU. HISTORIA DA VIDA PRIVADA NO BRASIL

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